Sei que eu disse que sobreviveria, mas desde aquela quinta-feira cinza, tive uma sexta-feira sem cor. Eu andei pela casa no sábado procurando algum vestígio seu, e me achei no espelho. Você me esqueceu, não voltou para averiguar se havia perdido, então deixei a porta aberta, pensei que você voltaria para me buscar, já que sei que você nunca gostou de deixar o que é seu para trás, sempre gostou de ter o que lhe pertence tão perto que chegava a ter ciúmes até do seu estojo de barbear. Não sei se eu deveria lhe esperar todo esse tempo, mas continuei esperando, sábado, domingo, segunda, terça e novamente quinta. Uma semana, e nada de você vir atrás de mim. Talvez estivesse ocupado? Talvez, tenha me esquecido. Você sempre foi assim, distraído, cheio de tarefas, talvez só não tenha tido tempo de voltar e me buscar… Mas lá no fundo uma voz, quase que irritante, dizia que você não viria mais, não àquela noite, mas dessa vez nunca mais voltaria. Eu não quis acreditar. Você, sempre gostou de ter suas coisas perto, porque dessa vez não me queria por perto? Talvez eu agora saiba, quase dois meses depois daquela quinta-feira que você não voltou. Você nunca me teve, na verdade teve, mas não quis para si, fui apenas um objeto em suas mãos e não um pertence que você tenha se apegado tanto que não quisesse perder.
Eu disse que iria sobreviver nos dias cinza, azuis e cores-de-rosa. Sei que disse que enfrentaria a escuridão sem você, e mataria todos os monstros que ousassem me perturbar durante as noites frias. Disse que agüentaria a dor da perda e o sentimento de culpa por você ter ido embora. Sei que eu gritei quando você saiu pela porta e quando disse que não dávamos mais certo. Sei que eu gritei que não queria você nem pintado de ouro na minha frente. Sei que erramos. Mas eu não consigo sobreviver sem você, tudo bem, eu ainda respiro, como, e ainda esboço um sorriso qualquer, mas eu falo de viver, entende? Ser feliz, amar e às vezes brigar. Não consigo sobreviver com o coração doendo, os olhos sangrando e esse silêncio entre nós. Na verdade até sobrevivo sem você, até consigo ter uma vidinha medíocre, mas eu não quero ter uma vida medíocre. Quero ter uma vida, com você.
Eu falei que sobreviveria. Que suportaria. Eu sorri até com sarcasmo para você naquela quinta-feira cinza. Mas hoje, agora eu choro e grito um silêncio que ninguém é capaz de entender. Respiro apenas porque meu cérebro precisa e que para escrever mais uma vez para você eu preciso de um pouco de consciência. Eu sei que disse que sobreviveria sem você e ri dizendo que seria você que não agüentaria minha ausência na sua vida. Eu disse que iria sobreviver e agora estou morrendo aos poucos. Acho que errei um tanto quanto quando disse que seria você que não agüentaria ficar sem mim. Acho, que no fundo você sabia e eu sabia, que quem não sobreviveria sem o outro seria eu. Dois meses e você ainda não veio buscar o que você deixou, e eu não sobrevivi.
Eu disse que iria sobreviver nos dias cinza, azuis e cores-de-rosa. Sei que disse que enfrentaria a escuridão sem você, e mataria todos os monstros que ousassem me perturbar durante as noites frias. Disse que agüentaria a dor da perda e o sentimento de culpa por você ter ido embora. Sei que eu gritei quando você saiu pela porta e quando disse que não dávamos mais certo. Sei que eu gritei que não queria você nem pintado de ouro na minha frente. Sei que erramos. Mas eu não consigo sobreviver sem você, tudo bem, eu ainda respiro, como, e ainda esboço um sorriso qualquer, mas eu falo de viver, entende? Ser feliz, amar e às vezes brigar. Não consigo sobreviver com o coração doendo, os olhos sangrando e esse silêncio entre nós. Na verdade até sobrevivo sem você, até consigo ter uma vidinha medíocre, mas eu não quero ter uma vida medíocre. Quero ter uma vida, com você.
Eu falei que sobreviveria. Que suportaria. Eu sorri até com sarcasmo para você naquela quinta-feira cinza. Mas hoje, agora eu choro e grito um silêncio que ninguém é capaz de entender. Respiro apenas porque meu cérebro precisa e que para escrever mais uma vez para você eu preciso de um pouco de consciência. Eu sei que disse que sobreviveria sem você e ri dizendo que seria você que não agüentaria minha ausência na sua vida. Eu disse que iria sobreviver e agora estou morrendo aos poucos. Acho que errei um tanto quanto quando disse que seria você que não agüentaria ficar sem mim. Acho, que no fundo você sabia e eu sabia, que quem não sobreviveria sem o outro seria eu. Dois meses e você ainda não veio buscar o que você deixou, e eu não sobrevivi.
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| — | Sem você — Lucas Rodrigues, LR. (via agonizei) |